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A lição de Dan Buettner, especialista em longevidade, para viver mais: 'As pessoas que chegam aos 100 anos começam o dia com vegetais, não com alimentos industrializados'
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 13:15
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Como as pessoas chegam aos 100 anos? Especialista explica que esses centenários não sofrem de doenças porque seguem uma série de hábitos consistentes.
Como chegar aos 100 anos? Os centenários evitam o estresse, não se preocupam com trivialidades e são ativos, embora não em excesso. E quanto à alimentação, é claro: 65% da sua dieta é composta por carboidratos integrais, e elas começam o dia com vegetais não processados, entre outras práticas. Segundo o especialista, comer vegetais aumenta a expectativa de vida muitas vezes mais do que seguir uma dieta rica em alimentos processados. As recomendações do Conselho Europeu de Informação Alimentar (EUFIC) também afirmam que as pessoas longevas devem tomar um café da manhã composto por pelo menos três grupos alimentares. Segundo o especialista, há outras coisas que os centenários fazem. Nesse caso, ele destaca o hábito de tirar um cochilo.

Dan Buettner, jornalista e especialista em longevidade, dedicou-se ao estudo das chamadas "Zonas Azuis", áreas com alta concentração de centenários. Suas descobertas revelam que eles seguem uma dieta muito saudável, embora sem muito esforço. Em entrevista à ABC News, o especialista explicou que essas pessoas não sofrem de doenças porque seguem uma série de hábitos consistentes.

Elas evitam o estresse, não se preocupam com trivialidades e são ativas, embora não em excesso, pois costumam caminhar bastante por viverem em cidades onde as distâncias são consideráveis. E quanto à alimentação, é claro: 65% da sua dieta é composta por carboidratos integrais, e elas começam o dia com vegetais não processados, entre outras práticas.

Segundo o especialista, comer vegetais aumenta a expectativa de vida muitas vezes mais do que seguir uma dieta rica em alimentos processados.

Como são as pessoas que chegam aos 100 anos de idade, segundo Dan Buettner?

“Bem diferente da tendência moderna de cafés da manhã ultraprocessados, essas pessoas priorizam alimentos simples, à base de plantas e tradicionais”, afirma Buettner. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma dieta rica em vegetais e grãos integrais pode reduzir significativamente a incidência de diabetes tipo 2, doenças cardíacas e outras condições relacionadas à idade.

As recomendações do Conselho Europeu de Informação Alimentar (EUFIC) também afirmam que as pessoas longevas devem tomar um café da manhã composto por pelo menos três grupos alimentares: laticínios (ou suas alternativas de origem vegetal), cereais integrais e frutas.

“Essa combinação garante uma ingestão adequada de energia, proteínas, fibras, vitaminas e minerais desde o início do dia”, afirmam os especialistas. Eles também enfatizam a importância de um horário regular para o café da manhã e porções moderadas. 

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Tirar uma soneca é outra coisa que as pessoas longevas fazem

Segundo Buettner, há outras coisas que os centenários fazem. Nesse caso, ele destaca o hábito de tirar um cochilo: "Tirar um cochilo cinco dias por semana está associado a uma redução de aproximadamente um terço na incidência de doenças cardiovasculares."

E ele não está errado. De acordo com o professor Christos Mantzoros, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Harvard, cochilar está ligado à redução do estresse, o que é benéfico para o metabolismo. Em entrevista ao jornal La Voz de Galicia, Mantzoros enfatiza que as pausas para descanso não só ajudam a melhorar a função cognitiva, como também promovem o equilíbrio hormonal e a regulação do açúcar no sangue.

Este aspecto é importante na prevenção e no controle de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2, obesidade e lipodistrofias. Estas, por exemplo, “são doenças muito raras que se manifestam como anormalidades metabólicas muito acentuadas”, que causam uma distribuição anormal da gordura corporal, explica Mantzoros.

Além disso, os idosos costumam rezar e, segundo o especialista em longevidade, isso funciona como uma espécie de meditação, ajudando-os a não sentir estresse. Buettner também observou que pessoas longevas geralmente não se exercitam muito; no entanto, elas se movimentam, não levam uma vida sedentária e correm porque as distâncias de um lugar para outro são um pouco maiores.

Socialização e pouco estresse

Além do treinamento intenso ou de grandes objetivos esportivos, muitos especialistas concordam que o verdadeiro benefício aparece quando o movimento faz parte da rotina diária. Como já destacamos, Dan Buettner enfatiza esse ponto. Em uma entrevista para a revista Runner's World, ele comenta que as pessoas mais longevas do planeta não são obcecadas por exercícios, mas sim se mantêm ativas de forma natural.

“Caminhar, correr, locomover-se a pé e passar tempo ao ar livre fazem parte de um estilo de vida em que a atividade física acontece quase sem esforço”, diz ela. Adotar essa filosofia pode ser uma maneira simples de incorporar exercícios de forma sustentável, aproveitando todos os benefícios que a corrida oferece para o corpo e a mente.

Além disso, o especialista em longevidade também faz recomendações para viver mais tempo, embora não haja um padrão ou fórmula definida a seguir. Uma de suas sugestões é socializar, manter três ou quatro amigos próximos e passar tempo com eles. 

Não existe solução mágica para viver mais, nenhum comprimido ou suplemento; trata-se de moldar o seu ambiente, porque, por mais que as pessoas se esforcem, nem sempre funciona, de acordo com o especialista.

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Por Giovanna Ribeiro | Colaboradora
Jornalista pela UFF. Adora conversar com estranhos na rua. Apaixonada por arte, cultura, cinema e gente.
Palavras-chave
Curiosidades Bem-estar Saúde Lifestyle Dieta